sábado, 22 de agosto de 2009

Uma galáxia de musas

Sou muuuito suspeita para falar, mas é impossível não notar a quantidade de cantoras lindas e maravilhosas com vozes ora doces, ora imponetes, que dão vida às letras que elas mesmas compõem (hahaha, impossível fugir do clichê também!)
Esse fênomeno aos poucos tem ganhado espaço nos holofotes (e microfones e palcos!) por toda a indústria fonográfica a ponto de criarmos uma categoria em que elas são as donas absolutas, como as tags female vocalist (no Last.fm) ou, na denominação do crítico de música Mauro Dias, as "cantautoras".
E estão por todas as partes, do ascendente folk, passando pelo indie-rock e o alternativo e, claro, temos nuances brasileiríssimas para engrossar o caldo da nossa mpb e, por que não, do funk também! Mas não só: no hip-hop, no eletronic... gente! Elas cresceram em todos os campos!
A Revista Época nesta última semana fez uma matéria sobre isso no Brasil, que vocês podem ler aqui.

Para o crítico de música Mauro Dias, o fenômeno das “cantautoras” (termo surgido na Itália dos anos 60 e difundido pelos músicos engajados latino-americanos) é uma herança de um movimento que ocorreu com compositores masculinos do Brasil nos anos 70. As crises internacionais reduziram o mercado e os autores, que já não podiam viver apenas de direitos autorais, passaram a cantar as próprias canções. “Chico Buarque me contou que, nessa época, não tinha para quem compor, ninguém o gravava, por isso ele passou a lançar discos como intérprete”, diz Dias. “Era natural que as compositoras passassem a gravar suas próprias músicas em algum momento.”

Na minha opinião, mais peso do que essa crise da década de 60, foi a emancipação feminina no pós-segunda guerra. E daí vem com toda aquela balela (ok, não é balela) até chegarmos no auge do movimento feminista na década de 70. É por isso, também, que elas passaram a compor. Simplesmente porque podiam!

E depois disso, cada vertente musical fez sua história: o punk com a expoente Patti Smith na década 70 e suas crias, como Bikini Kill e PJ Harvey, no rock da década 90; ou o que falar do que veio nessa década de 90, com Fiona Aple, Regina Spektor e Tori Amos, que deram ao rock tons de pianos associados às composições intimistas e românticas, ou, até, narrativas? Lispectores roqueiras? Ah, e nesse time entra Rachael Yamagata, caloura destas, e musa da Cí! E a explosão do folk? Desde aquelas que há muito trilham com seus violões, como a minha musa atual Vashti Bunyan (que descobri esses dias), até chegar ao meu vício auditivo, a novíssima Laura Marling, com suas letras solitárias-românticas-fofas-tristes-e-sei-lá-mais-o-que somados à sua voz que eu simplesmente amo! E ainda temos o soul, com vozes mais do que poderosas e teatrais, que teve seu último ápice com Amy Winehouse, seguida de Adele e Duffy e, a mais recente, Mette Lindberg, vocalista de The Asteroids Galaxy Tour!
Gente, tô falando das divas mais poderosas entre as musas do universo! (ahaha, aloka empolga!)

Inicialmente eu ia apenas falar das novas cantoras-compositoras brasileiras, mas isso a matéria da Época já fala. Então farei um resuminho beeeem resumido só pra não fugir da ideia primeira do post.
Tudo começou com a bossa nova, lá com Elis Regina, Nara Leão, passamos por Maysa e etc e tal. E, finalmente, minha queridinha mor brazuca: Vanessa da Mata! Digna! Abriu espaço às cantoras que há poucos iniciaram nessa mesma trilha: CéU (musa do Diggio), Tiê (minha nova aquisição de godiva) e, claro, Ana Cañas (top Diggio-J.Yo! hahaha)

Gente, a ideia inicial era colocar um link de download+review de cada uma das poderosas que citei aqui, mas não né? olha a função...

_
Edited 16h40:
Numa releitura, vi que faltou um taaanto de musas! Karen O., MADONNA (gente, não falei da rainha! ahahaha), Lady GaGa (posso chamá-la ainda de female vocalist? afinal...), Cat Power, Björk, Nora Jones, Janis Joplin! Nem Fernanda Takai, Rita Lee! Nem as classiquíssimas Celine Dion ou Cindy Lauper! É uma galáxia de musas!

Um comentário:

ClickComments