sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Casais franceses.

Lembram do último post que escrevi no qual mencionei Catherine Millet? Pois bem, resolvi transcrever a entrevista que ela deu à Folha de São Paulo, veiculada no caderno "mais!", no dia 29 de março deste ano.

A DOR DE AMAR


Respeitada crítica de arte, Catherine Millet fala de “Dia de Sofrimento”, livro em que retrata a crise de ciúme por que passou em sua relação aberta com o marido

No seu livro anterior, “A Vida Sexual de Catherine M.”, Chaterine Millet quis dar, como ela mesma conta, um testemunho pessoal de que a vida sexual pode ser dissociada dos sentimentos
O livro se transformou num fenômeno literário mundial, traduzido para 45 línguas, vendeu mais de 1,2 milhoes de exemplares e transformou sua autora numa celebridade.
Nele, uma mulher de 50 anos conta como se entregava a homens que nunca vira antes, nos locais mais inesperados, como bosque de Paris, um estacionamento subterrâneo, um cemitério, uma estação de ter e mesmo no escritório da revista “Art Press”, fundada e dirigida pela próprio Millet, crítica de arte e especialista em Salvador Dalí.
A vida real colocou Millet diante de um problema que consistia em conciliar a vida de mulher totalmente livre com um casamento duradouro.
Ela é casada há muitos anos com escritor e fotógrafo Jacques Henric, autor de “Légendes de Catherine M.” [Lendas de Catherine M.], e vivem um casamento totalmente aberto.
Em seu novo livro, “Dia de Sofrimento” (a ser lançado no Brasil em junho, pela Ed. Agir), dá uma espécie de resposta aos leitores que se perguntavam se é possível driblar o ciúme quando a vida a dois pressupõe total liberdade de ambas as partes.
Millet responde: o ciúme não é driblado, e ela o viveu como uma obsessão: “Comecei a sofrer terrivelmente, imaginando Jacques em companhia de outras mulheres”, conta Millet em entrevista exclusiva à Folha.
“Penso que o ciúme é uma pulsão que pode escapar a todo controle e que pode varrer toda a inteligência, a cultura, a moral que possuímos. Mas não me arrependo. É essa pulsão que se deve dominar para continuar fiel a sua cultura e a sua moral.”
Assumir uma sexualidade totalmente livre, resume Miller, “não impede de cair na armadilha assustadora do ciúme e nem vacina contra a dor que o acompanha”.




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Agora aqui entre nós, lembram de Sartre e da Beauvoir? Mais ou menos a mesma coisa...
Adoro casais franceses! Eles são tão... modernos e, ao mesmo tempo, tão humanos! hahaha
E lembram da briguinha de outros dois que vieram pro Flip desse ano? Foi legal este episódio... Enfim, casais franceses, Je t'aime! hahaha

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